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domingo, 6 de maio de 2007

Out of Order


Out of order. É como me sinto hoje de manhã quando acordei. Mais propriamente meio-dia. Cabeça pesada. Mente perdida e dispersa. Não levanto as persianas. Mantenho-me no cinzento que me envolve. Desço do leito cor-de-laranja e respiro profundamente. Admiro o quadro esculpido do buda que tenho em frente a cama. A minha única companhia. Acendo um cigarro. Sim, prevariquei. Acendo um cigarro e inspiro profundamente. Estremeço de prazer. Sinto-me tonto. Afinal já deixei de fumar há 3 meses. Felizmente o iPod tem carga. Coloco-o em modo aleatório. Vai-me debitando as minhas músicas preferidas. 578. O som não ajuda o meu estado de espírito. Começo por ouvir Ordo Rosarium Equilibrio, depois Perfect Circle... mantenho-me assim a flutuar suspenso pela tristeza que me dilacera as vísceras. Fico impávido perante o ácido que é projectado das bocas que beijamos. Ninguém está bem. Porque ninguém quer na realidade estar bem. A superficialidade é ordem superior. O invólucro é o que realmente conta. De vez em quando o verniz estala e o interior é exposto. Ácido, cruel, sádico, trespassando os limites proibidos. Não obstante, out of order. E o cigarro chega ao seu terminus.

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