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sábado, 25 de outubro de 2008

Swimming Pool

Mergulho.
Reflexão.
Autoretrato. 

De manhã, embora a custo, levantei-me cedo para ir à Natação com as minhas crias. Sazonalmente saco-lhes umas fotos na natação... desde os 6 meses de idade. É impressionante como nos sentimos dentro de água, um regresso às origens... Fiquei emocionado por ver a alegria que transbordam mas sobretudo porque a minha memória de evocação esteve ao rubro. O meu filho F. nadou todo o tempo com uma menina que já não anda no seu colégio, mas mantêm contacto através do Clube de Natação... Metia-se pelos olhos dentro o carinho com que ela o agarrava... Esses sentimentos puros e inocentes só se vivem em fases muito precoces da nossa vida. Recordei a minha primeira paixão no infantário, que deve ter sido muito forte para o facto de ainda hoje me lembrar daqueles olhos verdes e inocentes que me fintavam até adormecer a sesta em grupo (como só se faz nos infantários)... Depois disso vieram mais 3 ou 4 paixões ao longo da minha vida! Penso que atingi o limite aceitável de paixões on a life time. Escusado será dizer que as mais fortes foram as completamente platónicas e não correspondidas. É curioso que os sentimentos mais possessivos em relação aos outros revelam-se normalmente quando não os temos. Só se ama aquilo que nunca se tem verdadeiramente... Continua a ser uma realidade.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

At World´s End.

É precisamente para onde me dirijo... 

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Mixed Up.

O circo acabou. Acabou porque tinha que acabar. Nunca gostei de circo... nem em miúdo. Palhaços... nem vê-los, sempre com aquele ar anencéfalo, a fazerem palhaçadas tristes sem gracinha nenhuma onde o humor máximo era arremessarem tartes de chantilly e agredirem-se mutuamente com chapadas sonoras dos pés no soalho. O circo realmente acabou... porque tinha que acabar. A certidão de óbito já estava há muito passada, desde a altura em que comprámos os bilhetes e sentamos-nos nas bancos corredios de madeira bichada... Tu não tens jeito para trapezista e eu sempre odiei ser palhaço... Embora frequentemente o seja, contra a minha vontade...
Mas fico de mão e pés atados perante as evidências. É mais forte do que nós. Tu com as tuas redes aracnófilas de viúva negra e eu envolto pela Grande Muralha da China. 
Este foi o momento em que te passaste de vez para o lado oculto da minha mente... Quero-te eliminar de todos os bancos de memória conscientes. É difícil, eu sei, as presenças tornam-se hábitos, especialmente quando gostamos de alguém. Mas há certos limites que já não me atrevo a deixar trespassa-los. Thats life. A vida é feita de opções, uma roleta russa emocional... Cada um faz as suas... e quem quer dá-la... dá-la!
Regresso ao DarkSide na certeza que afogarei as mágoas em Vodka e Bolachas Maria... É pena não gostar de beber (pouco! :) ) e estar em regime dietético (a Tempo!). I hope you get the best you can find.

sábado, 18 de outubro de 2008

Ein kafig von krope





Há coisas estranhas que se nos ocorrem no intelecto. Uma delas foi de compartilhar convosco, anónimos ou não, alguns dos objectos que eu aprecio ter como companhia. Coisas simples, sem valor económico que justificassem o alarme que coloquei em casa ligado directamente às forças de autoridade (o medo é uma coisa tão linda). Não me perguntem porquê... mas há coisas que eu gosto muito e estas são um pequeno exemplo.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Welcome to the Dark Side.

O conceito do Dark Side sempre me intrigou desde os tempos em que me deslumbrei pela primeira vez com a Star Wars. De facto, a eterna luta entre o Bem e o Mal sempre foi algo que me fascinou. O único senão é que não existe uma verdadeira fronteira entre o Bem e o Mal. Todos nós somos capazes de o ser simultaneamente. Um filme que explora bem esse conceito é o "8 mm". Quando morre um indivíduo, altruísta, figura central de uma família conservadora e imagem do bem imaculado e se vem a encontrar nos seus bens secretos um Snuff Movie. Não deixa de ser interessante que para o morto já nada interessa... Mas será mesmo assim. Na realidade quando nós desaparecemos fisicamente, ainda ficam por cá por algum tempo as nossas memórias, fotografias, filmes, objectos de culto, roupas... Enfim, se eu morresse neste preciso momento vítima de um AVC ou EAM as minhas palavras ficariam imortalizadas por mais algum tempo por este mundo cibernético e virtual... A minha fotografia em Sépia no Egipto longínquo manter-se-ia e iria ser visto por aqueles que cá continuassem, até que o verdadeiro holocausto ocorra e tudo desapareça, WEB incluído... Isto faz-me pensar sobre o verdadeiro "The Meaning of Life"... Mas que porra andamos nós por cá a fazer? Não chego a nenhuma conclusão... E no entanto as minhas palavra, produto da minha imaginação, em última instância meros sinais eléctricos e bioquímicos nesta massa biológica mais ou menos bem organizada, ficam por cá... ou não.