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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Paixão

Tenho uma verdadeira paixão pelo meu trabalho. Amo o que faço. Sinto-me em casa quando percorro os intermináveis corredores cinzentos do meu hospital. Apesar do cansaço extremo, a que por vezes me sujeito, continuo a não vislumbrar outra vida que não esta. Adoro sentir a adrenalina de quando é preciso actuar rápido, com raciocínio linear e pragmático. Amo poder ajudar os meus semelhantes e em última instância salvar uma vida... Na minha especialidade, ao contrário da maioria, a vida vem ao meu encontro e eu só tenho que orientar o caminho mais seguro. Continuo a acreditar no SNS onde todos podem aceder a uma medicina de qualidade, onde o conhecimento é transmitido ao longo das gerações... Sentimos-nos muitas vezes injustiçados quando nos tentam puxar o tapete e nos dão uns rebuçados para nos calar, mas tudo isso é superficial tendo em conta o verdadeiro sentido da minha profissão... Não obstante tenho outra vida para além desta... como já devem ter reparado por outros posts. (Vou interromper, tenho os meus pais e irmã lá embaixo para irmos almoçar!)... Já regressei do almoço - divertido como sempre - mas tenho mesmo que ir trabalhar à tarde. Hasta.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

23 horas

23 horas: foi o total de horas de sono que consegui usufruir durante esta semana que passou. Sinto-me um zombie neste meio que me circunda. De facto a privação de sono é a pior das torturas a que me sujeito. Esta semana que passou foi rica em surpresas... que começaram logo no fim-de-semana afogado em Vodka RedBull. Quanto mais vezes leio que a mistura é explosiva mais vontade tenho de o beber. E a mistura é de facto explosiva, especialmente para quem já é hiperactivo como é. O meu baixo teor em álcool desidrogenase leva-me a ter ressacas filhas-da-puta. Fui incógnito no Sábado à noite. Gosto de ser incógnito com uma mente afogada em água. As experiências as vezes surgem quando menos se esperam e acabam quando tudo parece estar a começar. Já deixei há muito de ser ciumento, embora o seja. Recordo a primeira vez que estive no Brasil onde a frase "Tou nem aí" era cantada vezes sem conta nos bares de praia por Arraial d´Ajuda fora. É assim que eu me sinto "Estou nem aí"... Mas na realidade não é verdade. Há sempre pequenas farpas na minha memória que deitam tudo a perder. O "Bald Fat Bastard" é um dos exemplos em que a náusea me surge sem dó nem piedade. Só admito ser traído uma vez na vida... Parafraseando um bom amigo: "A mim só me fodem uma vez...". Agora que a vida e as pessoas nos pregam partidas, essa é uma realidade... E há situações que apesar de tudo continuo sem saber gerir. Na minha privação de sono sinto que perco o controlo do meu humor, fico hipersensível, irrascível e nauseado perante a triste figura que se me afigura no espelho da casa de banho. Não pedi esta vida a ninguém. Sinto cada vez mais que merecia mais e melhor... Mas na realidade eu não consigo dar mais e melhor. E cada um tem o que merece. Hasta.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Fat Bastard.

There are things we cannot forget... Vou ali vomitar e já volto... 

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Mistério da Fé


Sempre tive uma grande curiosidade em saber o que é realmente o mistério da fé. Na minha opinião não há nenhum mistério em ter fé. Têm-se e pronto. Não obrigatoriamente num Deus ou em Deuses. Podemos ter fé em muitas coisas e pessoas. Eu sempre tive fé em algo que não sei muito bem definir. Podemos-lhe chamar Deus, apesar da ideia de um criador que tudo gere (mal por sinal, tendo em conta o estado das coisas) sempre me fez confusão. Tive formação católica, que neguei desde tenra idade... No entanto, acredito nos princípios do cristianismo, que de resto são semelhantes à moral de quase todas as outras religiões. Assim sendo, não me considero uma pessoa religiosa, mas apesar de tudo sou crente, em Deus se quiserem, ou no Universo, ou na Ciência... Mas na realidade quando estou à rasca, primeiro chamo pela minha mãe e depois por Deus, porque não há nada mais reconfortante do que a ignorância. O não saber em última instância resume-se a uma paz interior, daí o sucesso da religião católica durante tantas décadas... Manter o povo na ignorância é mantê-lo feliz e na realidade a Religião é mesmo o ópio do Povo. E como nós gostamos do prazer fácil.