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domingo, 6 de maio de 2007

Fronteiras.


Há limites que não podem ser trespassados. Em tudo. Mas sobretudo nas relações. Há fronteiras que depois de ultrapassadas destroiem as relações por dentro. São verdadeiras minas à espera de serem despoletadas. Mesmo que se façam as pazes, que os perdões surjam, a realidade é que ficam sempre marcas no nosso subconsciente. As pequenas feriditas que até podem estar curadas mas ocasionalmente dão-nos um pequeno prurido que se expande e se transforma num enorme prurido. Erradamente, pensa-se que se podem tomar todo o tipo de atitudes que o outro por gostar de nós lá estará. Nada mais errado. A sociedade que hoje conhecemos produz seres humanos que não estão para aturar as merdas uns dos outros. As pessoas são cada vez menos tolerantes, as relações cada vez mais limitadas. Não sei o que produzimos, mas nada de bom poderá daqui advir. A superficialidade das relações espantam-me. É cada vez mais triste, mas o velho provérbio é hoje mais adequado do que nunca "Antes só que mal acompanhado". É pena, porque ás vezes isto aplica-se às pessoas de quem gostamos. Ou de quem gostamos na maior parte das vezes. Porque há sempre facetas de personalidade que é impossível gostar. O problema é nos sabermos defender dessas facetas. Nada como um processo de análise para nos defendermos adequadamente das agressões daqueles que achamos amar. Esses são peritos em promoverem sentimentos de culpa na outra metade, que não passam na maioria das vezes de simples projecções. Anyway, thats the way life is. Nada melhor para lavar os olhos e promover as reflexões literárias do relações pouco gratificantes. A depressão é amiga íntima da poesia.

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