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terça-feira, 17 de abril de 2012

The End.


The End. Lets cry together. Or alone. It does´t matter anymore. The end.

sábado, 14 de abril de 2012

perdóname

Tenho uma série de pensamentos a fervilhar... mas confesso que hoje não me apetece escrever. Assim posto somente esta espécie de fado, em castelhano, perdido por essa Lisboa fora. O meu, nosso fado. O dia lá fora está triste e cinzento. Acordei com a luz da manhã a invadir-me o quarto. Da mesma forma que as trevas me invadem a alma. Dias melhores virão. Vêem sempre.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

First Impression

Your first impression stays on my mind.

il primo giorno

Vá-se lá saber porquê, mas achei interessante esta versão.

thank you for your love

As palavras voaram com estes ventos do norte que se fazem sentir. Acordo a meio da noite e tenho frio. Enrolo-me, mumificado, perco-me nos meus pensamentos. Fazem-se apostas perdidas à partida. Tomam-se opções contra todas as correntes porque o amor é maior. Quer-se acreditar na pureza dos sentimentos, mas a essência humana está lá. Ontem, vi o Tejo à noite, com o mesmo luar, a mesma ponte iluminada de há 3 anos atrás, quando em silêncio sofria e tu longe te olhavas ao espelho, atrás de uma máscara que nunca desapareceu. Os sentimentos de perda foram os mesmos, só que na altura eram provisórios. Em Portugal o provisório é definitivo. Foi esse o meu erro. Inocentemente, pasme-se, entendi a pureza dos meus sentimentos como partilhada. Foi redondo o meu engano. Nunca tinha experimentado sentimentos maiores do que por ti senti. E se um dia compreenderes tudo aquilo porque passei poderás ter a compreensão derradeira do mal que conseguiste infligir. Recordo cada minuto longe de ti como um banho de ácido que corroía a pele e ardia no estômago cada vez que respirava. Circulava de nascer do Sol a pôr-do-Sol de uma forma errante, desejando que os dias passassem mais depressa, desejando ardentemente que nos voltássemos a reencontrar. Não conseguia manter uma conversa com os meus amigos até ao fim. Desejava a todo o momento vir para casa para que te pudesse ver e falar contigo, ainda que desfocada e com a tua voz, que me era tão querida, aos soluços, com cortes. Nunca pensei que fosse possível sofrer tanto sem que estivesse doente. Talvez o amor e paixão que senti fosse mesmo uma doença. Foram meses de intensa dor e solidão. Cada dia era passado com a esperança de voltar a ver. Mantinha-me quieto no meu canto, hibernando, pensando em ti. Tu, longe, olhavas-te ao espelho atrás de uma máscara... Como se todas as atitudes que tomamos não tivessem consequências só porque estamos escondidos noutro local, noutro ambiente, com outras pessoas, efémeras que nada te diziam. Entristece-me que por algo circunstancial tivesses posto em causa tudo aquilo em que sempre pensei que sentias. Recordo os nossos reencontros. Os dois. Sobretudo o segundo, onde foram os 5 cinco dias mais felizes que contigo passei, numa cidade que nunca me atraiu verdadeiramente. Passei a vê-la com outros olhos. Desejei lá voltar contigo, abraçar-te, sentir-te como sempre te senti. Tinhas uma máscara... desta vez invisível. Só mais tarde me apercebi o quanto pagliaccio fui nesses dias. Não posso ser feliz. Quando no regresso a Portugal as farpas agudizaram-se e dilaceraram-me por dentro. Foi só o inicio do fim. Só agora me apercebo. A pouco e pouco, cada vez que me reconquistavas, espetavas uma agulhinha no meu corpo de Vodu. Fui perdoando mas as marcas ficam. E como já referi, pior do que uma mentira é não se conseguir voltar a acreditar numa verdade. Nada pode ser descontextualizado na nossa vivência. E só assim se poderá compreender todos os sentimentos envolvidos entre duas pessoas que se amam (ou supostamente) e sofrem porque morreram para a outra. Podemos encontrar mil e uma desculpas para os nossos comportamentos. Atirar ao lado, projectar-mos emoções, desculparmos-nos... mas na realidade o que está em causa é um amor maior que se calhar só existiu na minha imaginação. E isso dilacera-me.

terça-feira, 10 de abril de 2012

mal- (latim male, mal)

mal- (latim male, mal) elem. de comp. Entra na composição de várias palavras e significa mal, de maneira imperfeita (ex.: malsucedido). Nota: É seguido de hífen quando o segundo elemento começa por vogal ou h (ex.: mal-educado, mal-humorado). mal (latim male) s. m. 1. Tudo o que é oposto ao bem. 2. Infelicidade, desgraça. 3. Calamidade. 4. Dano, prejuízo. 5. Inconveniente. 6. Imperfeição. 7. Ofensa. 8. O que desabona. 9. Aflição. 10. Doença. 11. Lesão. adv. 12. Não bem. 13. Imperfeitamente. 14. Pouco; dificilmente; escassamente; apenas. 15. Severamente. 16. Com rudeza. conj. 17. Logo que; assim que. a mal: à força. do mal, o menos: expressão que indica que, apesar de se estar numa situação problemática, o facto de haver algo mais positivo ou favorável torna a situação mais suportável ou animadora. fazer mal a: danificar; prejudicar. mal francês: veneno. [Brasil, Informal] trocar de mal: zangar-se. Confrontar: mau.

domingo, 8 de abril de 2012

Lost and Found and Lost and Found and Lost

lonely easter lonely easter lonely easter lonely

Rodo a chave e entro. As paredes velhas, vazias de sentimentos esperam-me. Olho em redor, não reconheço o local onde me encontro. Abeiro-me de um espelho cinzento, salpicado de manchas violáceas, rachado nos cantos, adulterado, e não me reconheço. Não reconheço no que se transformou esta vida vazia de amor. Sinto frio à minha volta. Adormeço mas não durmo. Entro nesta casa que é minha sem que me sinta confortável. Para onde quer que olhe encontro-te a sorrir. Em slideshow encontras-te dispersa por este local. Vejo-te. Vejo-nos. Quanto tempo vai durar até ganhar coragem e apagar-te de vez das minhas recordações. É precisamente o contrário do que dizias sentir. Tu estás presente para onde quer que me volte. A sorrir ao meu lado navegando no beagel channel. Sentada no chão acariciada pelas cobras que lentamente se enrolavam no teus braços, no teu pescoço, com o café Argana por detrás, ainda inteiro, ainda vivo. No mar cristalino do meu, nosso secret spot. E no entanto nada te fazia sentido. Queixavas-te que a moldura da Patagónia se encontrava por preencher. Como se isso tivesse importância. Como se isso fosse sagrado quando milhares de outras recordações, dinâmicas, nos entravam pelos olhos dentro. Como se as pequenas coisas tivessem realmente importância. E têm. A vida é feita de pormenores. Quando vividos a dois transformam-se em toda uma vivência. Coloco a minha playlist "listen, feel and cry" e deixo-me me envolver mais uma vez pelas nossas cantigas. Pareço um disco riscado, ao pensar e escrever o mesmo. Mas as ideias estão lá. Penso em ligar-te mas não consigo. Por respeito. Por censura. Nada nem ninguém nos pode obrigar a gostarmos de alguém. As chamas morrem quando o combustível se extingue. É tão fácil olharmos em nosso redor e vermos tudo cizento. Atirarmos ao lado, transferirmos emoções, porque não nos encontramos. Mesmo inconscientemente dizemos e actuamos com dolo não assumido. É uma cobardia jogarmos à roleta russa com todas as balas no carregador. Não deixamos hipóteses de sobrevivência. Actuamos com dolo quando sabemos que aquilo que fazemos irá seguramente despertar dor no outro. Nessa atitude sádica despejamos cano abaixo tudo aquilo que não queremos assumir. Passamos a bola para o outro lado e o outro que decida a rotura que não admitimos dentro de nós próprios. É um jogo ganho à partida. Vamos preenchendo a nossa vida com cartões amarelos à espera do apito final. E ele surge quando menos se espera. Rodo a chave e entro. Sento-me na bola negra e sinto a cabeça a andar à roda. Sinto a cabeça pesada. Trabalhei a noite toda e não consigo dormir. Fecho os olhos e não adormeço. No caminho para casa observo os carros cheios de famílias felizes e desespero. Desespero porque cada vez mais se vislumbra no meu espírito que não existem segundas oportunidades. Porque não nos é permitido. Pagamos até à morte por um erro da nossa vida. Quando conseguimos perdoar rapidamente se tomam as diligências necessárias para que se perceba qual é o nosso verdadeiro papel. O quão relativos, voláteis e descartáveis somos. Pior do que uma mentira é nunca mais se conseguir voltar a acreditar numa verdade. Quando a ferida está prestes a sarar os dedos finos desbridam, aprofundam, perfuram até ao limite das emoções. Sem pudor, sem analgesia, sem compaixão, sem empatia, sem amor, sem amor-próprio. Entro a custo nesta casa que é minha e não é. Não reconheço nada nem ninguém. Não me preencho. Não te preencho. Não te consigo encontrar porque queimaste o teu mapa. De um lado grafittis do outro paredes cinzentas nos separam. Tudo é tão relativo. Amamos-nos de cada lado da barricado. Paramos defronte a Checkpoint Charlie e cada um escolheu a sua vida. A vida é feita de escolhas. Nalguns casos implicam somente dor e sofrimento. Olho a volta e vejo-te, sinto-te, recordo-te, emociono-me com o que já tivemos. E perdemos. Não há culpas. Só sentimentos contraditórios. Nunca a bateria do meu Nokia durou tanto tempo. Fecho os olhos e tento dormir, sonhar com a vida e o amor que já tivemos e viver assim uma vida alternativa em sonhos, com o desejo que a realidade não passe de um sonho mau, de um pesadelo prestes a terminar.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

porque sim. porque sim não é resposta.

saudosismos

De facto sou um saudosista. E isso é mau? As saudades significam tão somente que as memórias passadas nos são queridas. Os momentos inesquecíveis vividos ficam marcados e trazem saudades. O saudosismo por si só significa tão somente que a História não se apaga. Há que saber gerir o futuro em função das virtudes e dos erros do passado. Eu sou o conjunto de pessoas que conheci até hoje. Sou saudosista porque as minhas memórias são um cinema vivo de tudo o que contigo vivi. E se não compreendes isso é triste porque só demonstra insensibilidade. A maioria dos filmes terminam com um brilhante e majestoso "The End". Filmes que emocionaram, comoveram, acabaram e ponto final. Não obstante, alguns acabam em "To be continued"... E aí entra a esperança das relações mal acabadas ou das quais se precisa um tempo. Apesar de eu achar que "quando se dá um tempo" ou "quando se pede um tempo" se está somente a adiar o inevitável. Ou então eu estou profundamente enganado e as pessoas precisam, as vezes, de um tempo para se encontrarem, para se reencontrarem. Sou de facto um saudosista, um emocional, vivo os momentos intensamente, os bons e os maus. Mas recordo cada momento como se fosse hoje. Quando te pedi para me acompanhares para comprar tabaco, as fugas à máquina de café, os raptos, os primeiros passeios, a emoção das primeiras despedidas, dos primeiros semi-beijos, dos almoços cobertos de Roquefort, dos passeios por Sintra, do dormires em casa das tuas amigas... Recordo com intensidade a amargura e a dor da distância imposta, de te ver e ouvir através de um computador durante semanas, das saudades e do meu pensamento sempre em ti enquanto de carro deambulava por essa Lisboa fora. Recordo a emoção do reencontro em Amsterdão, em Roma... O cine azzuro onde revi Fellini na tua companhia. Recordo as nossas sessões de cinema em casa embrulhados no colo um do outro. Recordo as conversas intermináveis. As saudades que eu tenho de falar contigo ao telefone. A estratégia de termos uma assinatura de minutos ilimitada entre nós. Que irei deixar caducar. Deixou de fazer sentido. Só usava esse telefone para ti. De facto as saudades ficam, das viagens... De Marrocos, da Argentina, de Inglaterra, da Alemanha, da Polónia, da Hungria, de Sevilla... De todos os locais maravilhosos onde não chegamos a viajar. "To be continued."

segunda-feira, 2 de abril de 2012

1/2 orange

Nada a acrescentar. Fico só neste quarto escuro e penso. Flutuo mas as paredes impedem-me. Não me liberto. Fico preso a este amor errante. Respiro fundo e oculto-me nos negros lençóis que me asfixiam. Perco-me e não me encontro nestas quatro paredes. Ligo o alarme que me fixa deste lado do mundo. O meu mundo. Que está mais triste a partir de hoje. Mais um bocadinho morreu. Incompreendido. Inesperado. Esse túmulo que guarda as tuas, nossas memórias. Esse túnel, esse tubo onde só duas ou três memórias perduram. Tudo é negro quando queremos fechar os olhos. Tudo é ruído quando não queremos ouvir. Tudo é profundamente cinzento quando não nos encontramos. Quanto mais encontrar os outros. Desperdiçamos mais uma vida. E no entanto nascemos inteiros e inteiros ficamos. Custe o que custar. Chore-se o que se chorar. Nada e ninguém é eterno. Mas as memórias são. Enquanto eu viver viverás dentro de mim. E isso nunca me poderás roubar. Nada a acrescentar. Até ao meu regresso. Noutro mundo, noutro local, noutro tempo. Inspiro profundamente pela última vez o cheiro que a tua pele emana. Guardo-a em mim para todo o sempre.

... a última a morrer.

domingo, 1 de abril de 2012