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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O Banqueiro Sem-Abrigo.

A falta de sentido social de alguns indivíduos espantam-me. Fiz parte do grupo dos Médicos do Mundo que no ano 2000 em Lisboa iniciou apoio à população de sem-abrigos e contactei directamente com muitas pessoas que a vida negou os mais básicos elementos de dignidade. E afirmar que se os sem-abrigo aguentam porque é que nós não aguentamos é de uma falta de humanismo que me provoca vómitos. Sr. Dr. Ulrich, os sem-abrigo não aguentam, nem vivem, limitam-se a sobreviver. Muitos padecem de patologia psiquiátrica e muitos morrem em hipotermia e por inanição, palavras que provavelmente o senhor desconhece. Gostava que por uma semana, só uma, o senhor abandonasse o conforto do seu lar, do seu Mercedes, dos seus restaurantes de topo, das viagens em executiva e vivesse junto a uma das suas agências, à porta, debaixo de um cartão, comesse do lixo, não tomasse banho, fosse olhado com repugnância e muitas vezes mal-tratado por imbecis que também fazem afirmações como a que o senhor fez. Há certas franjas da nossa sociedade que me metem nojo. A sua é uma delas.

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