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sexta-feira, 27 de julho de 2007

La Mano Derecha



A minha mão direita em fundo negro. Podia ser o título de qualquer obra de arte conceptual para a o Museu Berardo. Mas não é, é simplesmente o título da minha mão direita. E eu que gosto mais de usar a esquerda. Como em tudo na vida, prefiro a esquerda, o reverso da medalha, o negativo das fotografias... Gosto de estar por trás do espelho a observar-vos enquanto se penteiam, espremem borbulhas, espreitam as gargantas inflamadas, fazem caretas, colocam ares sedutores, lavam os dentes, pintam os olhos... Gosto de vos ver a terem sete anos de azar. Eu próprio já parti um espelho. Do lado certo... Aliás, já parti mais do que um espelho, se os retrovisores contarem. Já tenho pelo menos 21 anos de azar.



Ontem comprei uma máquina Nespresso. A minha Krups manual pifou de vez. Eu até gostava do ritual de comprar café em grão, moê-lo, fazer misturas das diferentes robustas e arábicas, mas a verdade é que dava muito trabalhinho. Já tinha experimentado Nespressos algumas vezes, sobretudo em congressos, onde nos estaminés dos laboratórios há sempre uma nespresso em hiperactividade. Tenho imensos amigos que só faziam boa publicidade ao sistema. Lá acabei por ceder. A verdade é que a coisa é viciante. O café é óptimo, faz-se num instante, não suja nada... Um luxo. Á conta disso encomendei 250 cartuchos de café... Hoje já bebi para aí uns 5. Estou cá com um speed. O meu descontrolo para as coisas boas da vida é impressionante. Ainda bem que nunca me deu para me meter na droga, se não hoje era arrumador. Pelo menos não pagava impostos e ganhava tanto como ganho. Whatever. Vou beber um cafézito "Roma". Ai ai ai. Que já estou com palpitações.

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