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domingo, 8 de julho de 2007

Globetrotter



A minha ansiedade aumenta há medida que o tempo escasseia para o merecido descanso de férias. Viajar sempre foi desde tenra idade a minha libertação. Podendo parecer um pouco arrogante e com um certo elitismo nunca me considerei turista. O termo viajante adapta-se melhor à minha pessoa. Gosto de entrar dentro da vida das pessoas nos locais onde viajo. Gosto de por momentos esquecer as minhas origens citadinas e ocidentais e deitar para trás das costas todo o materialismo ridículo que nos caracteriza. Preciso de viajar. Uma mania que nunca perdi foi a de ter a minha mala de viagens e mochila à porta da rua no hall de entrada. Como se de um bom presságio se tratasse. Estou naquele fase em que quero viajar sozinho. Sentir-me em liberdade. Flutuar e voar para longe de tudo o que me asfixia. Sempre respeitei o espaço dos outros. Acho que todos nós temos direito ao nosso pequeno esconderijo. Faço os possíveis por estimular nos meus filhos o respeito pelo espaço dos outros. Odeio prisões. Quando me começo a sentir encarcerado esperneio e fujo. E raramente volto atrás. Mesmo quando isso me provoca sofrimento. Saí de casa dos meus pais com 18 anos para ir estudar. Podia ter optado por uma Universidade perto de casa. Optei por Coimbra. Também por razões de tradição familiar, mas principalmente para me libertar. Para crescer, para respirar profundamente o sentido de estar por minha conta. Acabada a licenciatura, regressei a Lisboa, cidade que amo desde sempre, para iniciar a minha carreira profissional. Apesar de ser um viajante, adoro a minha casa... a verdadeira e a emprestada. Estas escritas sem nexo e fio condutor são fruto da minha libertação.
Esta foto tirei-a no México, na Riviera Maya, num lindo nascer do Sol. Que saudades tenho de viajar acompanhado mas em liberdade e isso tu proporcionavas-me. Quando fiz o meu interrail, com 23 anos, metade da volta à Europa foi sozinho. Por opção... A viagem á República Dominicana pela segunda vez no ano passado foi novamente em regime de independência total. Adorei. Senti-me livre. Mas não se pense que não me sinto livre acompanhado. Depende das companhias. Há pessoas das quais nunca tive necessidade de fugir simplesmente porque nunca me tentaram enclausurar. Estive no Brasil, Cuba, Caraíbas, etc etc sempre em liberdade. E nada se relaciona com o facto de gostar ou não gostar das pessoas. Relaciona-se com formas de estar na vida. Mas, porque muito que nos custe, ás vezes é necessário tomar decisões em que nos afastamos de pessoas de quem gostamos, mesmo sendo um processo doloroso... Mas a liberdade é para mim um valor fundamental do qual já me habituei há demasiados anos e do qual não prescindo.
Beijos. Hasta.

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