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sábado, 9 de março de 2013

confort zone

 Há um conceito que me tem intrigado mas com o qual eu concordo - o da zona de conforto. De facto, se dedicarem alguns segundos e fizerem uma pequena pesquisa na web vão encontrar dados muito interessantes acerca do mesmo. A zona de conforto é de facto contraproducente e sobretudo é preciso dar um passo em frente, rumo ao investimento, rumo ao desconhecido. É preciso cortar com os passados. Eles foram interessantes, mesmo que tivessem incluído o local onde a magia acontece. Não obstante, se nos dedicarmos exclusivamente à revisão de memórias fotográficas e afins o melhor que pode acontecer é percebermos que paramos no tempo enquanto os outros continuam a sua busca. A minha zona de conforto é igual à vossa. Casa, sofá, televisão, carro, trabalho... Tenho a perfeita noção da dificuldade que é sair da zona de conforto. Aqui, apesar da rotina, sentimos-nos mais ou menos protegidos, mas perdemos anos de vida. Não podemos ficar agarrados ao passado por muito que nos custe. O FB é por isso um dos elementos mais deletérios na vida de uma pessoa. É uma tortura ter tido uma relação que nos marcou e andarmos constantemente a ver as fotografias da nossa felicidade. A tortura prolonga-nos o sofrimento. O querer saber do outro e perceber que este já saltou da sua zona de conforto e escapa-nos entre os dedos. É preciso de facto andar em frente, cortar com as memórias... Elas são isso mesmo, memórias, umas boas outras más... mas não passam de memórias de uma realidade que vai ficando distorcida à medida que o tempo passa. Hoje andei feito estúpido a rever fotografias nossas, umas em que estávamos os dois e outras onde nem sequer ainda te conhecia. Foi estúpido porque não tem sentido e se não fosse a merda do FB eu não teria lá ido. Primeiro porque não tinha acesso às tuas fotos e segundo porque não tinha especial interesse. A desculpa que é para matar saudades é uma falácia. É tão somente um prolongamento do sofrimento de não se ter alguém com quem já se passeou na zona onde a magia acontece. Há que dar um passo em frente em direcção ao abismo, em direcção à zona de conhecimento terminando na zona de pânico. Sem medos, sem receios. Dou comigo a anular-me numa zona de conforto que não quero e da qual teimo em não sair. É difícil e é cómodo, mas é imperioso convencer-me que tudo o que existiu faz parte do passado. Moldou-me, marcou-me, foram momentos que guardarei para sempre no meu espírito. Mas terminou. Zona de conforto vou-te abandonar...

3 comentários:

  1. É isso mesmo, a zona de conforto protege-nos mas ao mesmo tempo isola-nos do mundo... mas é tão difícil sair dela...

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  2. Sair da zona de conforto é talvez das coisas mais assustadoras. No entanto, quando o desafio é superado, a sensação de liberdade e excitação pelo que de novo aí vem é talvez das melhores que se podem sentir. É ter a folha em branco. Go ahead!

    Sara

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  3. Ter a folha em branco... Parece-me uma excelente analogia. Beijos Mao Mao

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