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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

um poema de Alexandre O´Neil... Quem quiser levá-lo é porque o merece.

Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!

1 comentário:

  1. Eventualmente vai perceber que andei a cuscar o seu blogue, mas não fui eu que iniciei as cusquices ;) Li este poema pela primeira vez com 12 anos, estava no 7º ano... A minha então professora de Português dava-me cabo da cabeça, estava sempre a dizer que não entendia nada dos poemas que se liam nas aulas... "Tou-me nas tintas po que pensas"... Era engraçada a forma como ela nos ensinava, quilos de apontamentos acerca de cada estrofezinha, cada verso... Tinha de facto a capacidade de anular a poesia dos poemas! Mas aos 12 anos eu era bem mandada (demasiado bem mandada, talvez por isso me tenha cansado e hoje já não o consiga ser!) e lia tudo direitinho... Surpresa das surpresas, a Ritinha não percebia nada dos poemas mas tinha as melhores notas nos testes... Até ao dia em que o li, e mais uma vez não compreendi! Disse ela! Dessa vez não li os apontamentos, lixei-me no teste! E adorei! Porque compreendi...

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