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domingo, 27 de outubro de 2013

Fucking Jet Lag

Estou acordado desde as 5 da manhã. Este clima nocturno de insónia têm-me acompanhado toda a semana. To much coffee perhaps. Só podia ter agravado com a porra da mudança da hora. E de facto agravou. Daqui umas horas estou a trabalhar. Entretanto, passeio-me pela casa. Vejo um episódio de Californication e recordo-me que me esqueci de jantar ontem. À medida que se envelhece a necessidade de sono vai diminuindo. Paralelamente às nossas actividades cognitivas. Já li, já fumei, já bebi mais café, ouço Nick Cave e espero ansiosamente pela hora do duche. A colecção de Swatch espera pelo acerto da hora. Theres no need to forgive. A pouco e pouco vou acertando os ponteiros à medida que os dias forem passando. Devia estar habituado ao Jet Lag. Afinal todas as semanas é como se viajasse para o outro lado do mundo. Só quem trabalha verdadeiramente durante a noite me compreenderá. E não me refiro a estar sentado a um computador ou em actividade intelectual. Trabalhar a sério, com os sentidos todos alerta. E de facto a maioria das criaturas resolve nascer de noite, por muito que nós tentemos viciar a natureza. E mesmo, que com um bocado de sorte, não sejamos chamados a meio da noite para resolver qualquer emergência obstétrica o nosso cérebro está meio-adormecido. Descanso com um olho aberto e outro fechado. O day-after é invariavelmente caracterizado por dormir enquanto as pessoas normais vão trabalhar e os miúdos vão para a escola. Cada vez mais me convenço que não há nada que nos foda mais a mona do que passar por esta tortura semana após semana. Devia ter enveredado pelo caminho artístico. Podia ter sido músico. Afinal o meu gosto pela arte é imensurável. Agora já é tarde. Resta-me ir apreciando o que os outros fazem para meu deleite. São 6:37. Já não vale de todo a pena tentar adormecer. Infelizmente o café onde costumo tomar o pequeno-almoço ainda está fechado. Acho mesmo que nem sequer abre. Domingo é mesmo dia de futebol. Lá para o meio-dia talvez as pessoas comecem a entrar para comer os seus tremoços e beber a suas cervejas geladas. Olho pela janela e está tudo branco. O nevoeiro caiu sobre Lisboa. E não me apetece sair de casa. 

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