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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O que queremos da nossa vida?

Durante a nossa existência muitas adversidades e calhaus se interporão nos nossos caminhos. Eu estou a atravessar talvez a fase mais negra dos últimos anos. Muitas vezes à nossa volta nem tudo é tão escuro e frio, mas não se consegue remover facilmente os óculos escuros que nos toldam a visão. O cansaço acumulado torna-nos hipersensíveis. Tudo nos parece mal e todos nos parecem inimigos. E às vezes reagimos como assim se tratasse. Despejar no balde lixo errado é sempre uma forma arcaica de nos darmos com os outros. Quando tudo nos parece desajustado não nos sentimos considerados, respeitados, acarinhados e amados na nossa mera condição humana. Há sempre pessoas, que como cães vadios, cheiram os problemas dos outros e aproveitam-se das fragilidades alheias para espezinhar, para torcer, para se promoveram a elas próprias elevando-se para uma condição menos canina. Esses género de seres são poucos mas difíceis de enxotar, tal como os cães vadios farejam-nos e perseguem-nos até à exaustão. 
Estou a atravessar uma semana difícil que ainda agora começou mas que terá o seu expoente máximo na quarta-feira. Este período de trevas fez-me reflectir sobre muitos outros assuntos e constatar a quantidade de gigantescos erros que tenho cometido ao longo da minha vida. E há erros sem resolução A única alternativa é geri-los. Estou a matar a pequena criança que sempre existiu dentro de mim e isso é matar parte de mim. As personalidades nunca são fáceis e a minha não é excepção. Mas sempre tive valores e nunca desrespeitei as pessoas à minha volta. Não obstante, mesmo involuntariamente, já magoei pessoas que admiro e de quem gosto. Quem não o fez? O importante é termos consciência dos nossos erros e os assumirmos na esperança de que nos perdoem, tal como nos perdoamos a quem nos tem ofendido. Da minha curta formação católica, esta é talvez a única frase que me marcou. Tudo isto me tem feito pensar em que mundo vivo, no que nos transformamos, nas pessoas que nos rodeiam, em casa, no local de trabalho, no grupo de amigos... Chego à triste conclusão que o egoísmo impera e pessoas que acreditamos amigas no primeiro momento nos atraiçoam, nos destratam, nos desrespeitam. Uma qualidade que julgo possuir prende-se com o facto de sempre ter sabido o meu lugar. E nessa condição respeitado as pessoas à minha volta. Há um ditado japonês que diz uma pessoa deve ser humilde perante os chefes por obrigação, perante os pares por cortesia e perante os subalternos por nobreza. É de facto uma verdade dogmática mas correcta na sua existência e na minha óptica ser humilde não aplica anulação nem ausência de discussão. No entanto a forma como se procede demonstra o grau de formação que nos temos. E essa não se aprende nas escolas, nas faculdades, é nossa e transmite-de pais para filhos. Esses tem sido os principais valores que tento passar aos meus filhos. A que nunca tenham uma postura arrogante e petulante perante a vida. E a vida que eles irão ter ninguém sabe. Mas vejo o futuro deles sombrio e isso entristece-me. Não sei que mundo estamos a deixar para as gerações vindouras. As pessoas perdem os escrúpulos e não olham a meios para atingir fins. Espero que para o final da semana a luz me invada novamente e veja as pessoas com brilho que anseio que elas tenham.

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