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terça-feira, 1 de setembro de 2009

o meu baú de velhas memórias

É sempre presunçoso escrever sobre memórias quando só conto com pouco mais de 3 décadas de vida. No entanto as memórias dependem da intensidade de quem as viveu. E apesar de tudo já guardo em mim muitas alegrias, tristezas, viagens, asneiras, maldades, bondades... Sempre tive dificuldade em entender o tempo como uma realidade contínua. Tenho imensa dificuldade em conseguir situar-me perante a relatividade do tempo. Talvez por isso sempre tenha tido as teorias einsteinianas como favoritas. Há um canal novo na minha grelha de canais novos que aprecio muito: Nat Geo Music. Ainda hoje mesmo, depois de uma tarde devotada à adolescência, onde passei metade da tarde a dormir e a outra metade a jogar Batman: Arkham Asylum resolvi ligar a TV, coisa que raramente faço, e deparei-me com música dominicana e depressa me transportei para as memórias da minha viagem solitária e independente por toda a costa norte da ilha. Recordei todas as introspecções feitas até então. Tinha-me acabado de divorciar há pouco tempo e a ferida ainda estava aberta e purgativa. Na realidade ainda está. E se querem mesmo saber a verdade, penso que irá estar até ao dia em que fechar os olhos e partir definitivamente para o desconhecido. Essas minhas férias foram as mais introspectivas que fiz até ao momento. Tive momentos de verdadeira reflexão auto-psicanalítica que se vai prolongando até aos dias de hoje. Ás vezes conhecemos pessoas nos momentos e lugares errados... Pessoas que gostamos e que deixamos partir porque temos que deixar partir. Porque há feridas que precisam de ser curadas primeiro. A minha grande dúvida é o que acontece se a ferida se mantiver sempre aberta... E isso é assustador.

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