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sexta-feira, 20 de abril de 2007

Quando o telefona toca.


Já quase inexistente nos meus bancos de memória encontrei hoje esta verdadeira relíquia numa tasquinha na rua do salitre. Fiquei fascinado... Fez-me recordar os meus tempos de adolescência antes da era dos telemóveis, sms, msn, ipods, blogs e hi5. Nesse tempo passávamos horas ao telefone. As chamadas locais inicialmente eram o máximo, pagava-se o primeiro impulso e podia-se passar o dia inteiro a namorar ao telefone. E não eram precisas promoções. Provavelmente ainda se lembram do luxo que era ter um telefone em casa. As pessoas quando morriam deixavam os telefones umas às outras com o mesmo número. Era frequente receber-se chamadas de alguém que já tinha partido para o além uns anos antes. Os profissionais da saúde, juízes, polícias e militares tinham o previlégio de não ter que esperar 2 a 3 anos pela instalação do telefone. E os cadeados do disco. Mal sabiam os nossos pais que carregando várias vezes no descanso do telefone se conseguiam fazer chamadas.
Pouco tempo depois, muito antes da divulgação da web, existiam umas coisitas chamadas BBS, onde nos ligávamos e descarregávamos ficheiros... era de tal forma primitivo que demorava minutos a descarregar jogos como o cats ou o digger. Fui proibido de me ligar às BBS, especialmente uma que havia em Aveiro, quando a conta telefónica lá de casa atingiu os 40 contos. A partir daí... só mesmo com Blue Box. Mas isso é outra estória.

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