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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O Amor é Fodido, Miguel Esteves Cardoso

"Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são bem-vindos, às vezes, mas não são os que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende. Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temo, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances - porque ninguém acredita neles, excepto quem os escrevew. Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa ser o que é. Só na solidão permanece..."

Adoro o pensamento do MEC, sempre adorei. Apesar de no início me irritar a sua vertente direita, de facto acho que no fundo sempre foi um homem de esquerda. Algo que veio a assumir há relativamente pouco tempo. Diz ele que virou à esquerda, eu acho que nunca tinha estado na direita, foram somente as más companhias. Sempre gostei do que ele escreve, mais do que fala. Era fã na minha adolescência da defunta revista K, para mim um marco naquilo que de melhor  se publicou em Portugal. Deixo aqui um excerto do Amor é Fodido. Um livro que já li, mas infelizmente não tenho... Pode ser que alguém me o ofereça entretanto.

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