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terça-feira, 9 de abril de 2013

Deitado na minha nossa cama

Deitei-me com sono na nossa cama com os pés para a parede. As máscaras brancas ameaçam cair a qualquer momento. As luzes escarlate projectadas no tecto anunciam 0:40 minutos. O candeeiro de lava move-se ao som da Dave Matthews Band. Hoje em conversa com um amigo afirmei que não conseguia passar um dia sem pensar nela. Ele próprio teve algumas paixões que só o tempo curou. A minha vai em 6 meses e não há meio de me deixar dormir em paz. Apetece-me um cigarro. Assim que acabar de escrever isto vou desactivar o alarme, levantar-me do nosso leito que agora é só meu e mandar uns bafos na cozinha. Escrevo no iPad, a bateria ronda os 41%, mais que suficiente para me iluminar umas horas. Deito-me na diagonal. Já não sei compartilhar os meus lençois. Não sei fazer amor sem ti. Esqueço-me de tudo o que aprendi. O que será feito de ti. Quero-te ligar mas não posso. Perdi o teu número. Passo no corredor e vejo-te na moldura digital sorrindo-me. O drama de nos apaixonarmos por pessoas intelectualmente estimulantes é colocarmos a fasquia muito alto. E o cheiro. Como tenho saudades desse perfume limbico que me invadia. A paixao e isso mesmo. Resume-se a quimica. Ouço uns passos no soalho de madeira que me assustaram. Vou ver o que se passa. Acho que soltei o monstro do alarme. Medo.

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