segunda-feira, 26 de novembro de 2007

after all the wall


after all the wall. i will no longer fell knifes into my sool. i jump from the rail road and walk into the desert. i sleep naked on the bottom of deep dunes. my only companion the black desert spider that bites me again and again for sadistic sick pleasure. after all the wall... the wall that i built with the bricks that you gave me. after all the waisting time... i will no longer shower myself with bloody tears. i feel like the eraserhead. and i wake up into a another grey wall. after all... i want to the destroy the fuckin´wall.

Circo



Odeio circo. Sempre odiei. Bem, nem sempre, talvez nos primórdios longínquos da minha infância gostasse do circo. Porém não me recordo. As únicas lembranças que tenho do circo são um misto de repulsa, melancolia e pena. Por isso odeio-o. Não suporto ter pena do que quer que seja. É talvez a forma mais hipócrita e desumana de sentimento: a pena. Ter pena é considerar o outro um coitadinho. E isso, para mim é insuportável, não gosto de ver e considerar as pessoas como coitadinhas. Quando isso se sucede é porque realmente a desgraça pairou por cima de alguém.
Todo os pseudo-espectáculos do circo são para mim degradantes. Os palhaços sem graça nenhuma, os equilibristas alcoolizados, os leões anoréticos, as lantejoulas baças, o cheiro, os bancos de madeira... tudo... o próprio conceito em si. Nem mesmo os circos de grande qualidade, daqueles que passam na televisão, me conseguem cativar. Lamento se isto possa ser arrogante, mas está de tal forma enraizado em mim que alguma explicação psicanalítica deve ter.
Assim, fico nauseado com a possibilidade de ir ao circo. Felizmente as minhas crias têm mais companhias para os levar...
O único circo que seria capaz de me interessar seria o do Papalazarous.
Tento perceber o porquê deste sentimento tão hostil em relação ao circo. Na realidade tudo se resume ao papel de palhaço que assumo perante a trapezista. Com tantos saltos e ameaças de queda inconcretizáveis o papel de palhaço triste assenta-me como uma luva. Prostado perante as evidências de saltos de trapézio em trapézio abandono o meu papel, arremesso o nariz vermelho, lavo a cara da tinta branca, escondo a peruca na gaveta da rollote, arranco as lantejoulas do palhaço rico e parto para outro circo. Noutro papel, noutro tempo... Quem sabe de domador de leões.

sábado, 24 de novembro de 2007

La revancha del tango - Gotam Project


Aconselho vivamente. Um dos melhores discos de sempre. Gotan Project. Os restantes não tão interessantes mas também bons. Agora La revancha del tango é brutal. Saiu quando cumpria as minhas obrigações militares como tenente-médico na Armada. Recordo o ambiente novo e inspirador da altura. Tinha acabado o internato geral. Estava a uns escassos meses de me iniciar na especialidade desejada desde os tempos da Faculdade. Posso-me considerar um previlegiado. Tenho tido a felicidade de percorrer os caminhos dos meus desejos. Bem, nem todos... Mas vou tentando. Infelizmente, como em tudo na vida nem sempre nos deparamos com as pessoas certas... Acho mesmo que essa realidade é cada vez mais escassa... Encontrar alguém que nos complete, que nos apoie, que nos preencha, que não nos provoque, que nos dê felicidade, que nos dê prazer em conversar e em ouvir... e isso tudo reciprocamente, é como encontrar uma agulha no palheiro. Quando achamos que encontramos a pessoa certa... há sempre um "piquinho a azedo" que paulatinamente acaba por consumir a projecção idealizada do nosso desejo. Encontrei poucas pessoas na minha vida que puderiam ser assim... Ou tinham o coração ocupado ou só nutria por elas um imenso sentimento de amizade. Life is unfare. Mas o que me custa mesmo é a desilusão de quando pensamos que encontrámos alguém... essa pessoa se vai revelando e o negativo começa a mostrar os erros de exposição à luz, a desfocagem, o mau enquadramento e claro está uma péssima fotografia. E isso dói verdadeiramente. Com o tempo começa a doer menos... O sistema imunitário vai-se habituando e então surgem as defesas que nos diminuem cada vez mais as possibilidades de aproximação real. Um cretino e traidor ciclo vicioso. Tudo isto me recorda que a nossa vida não é mais do que um tango carregado de dramatismo e sensualidade... Mas que não passa disso, de uma enorme encenação teatralizada até ao próximo dilúvio.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Fantasmas


Toda a nossa realidade é sempre tão relativa. Tudo o que guardamos nas nossas memórias pode ser deformado, manipulado, parcialmente apagado, obscurecido, rasurado, pintado, esculpido... De tal forma que uma realidade se transforma noutra. Vivemos das memórias sem que elas vivam de nós. O meu limite é o cansaço físico e intelectual. A abstinência de horas de sono talvez seja a forma mais fácil de abrir as portas a outras realidades. As inversões súbitas de horários a que sou obrigado deixam-me por vezes a flutuar numa realidade que sinto não ser a minha. Vim para casa dormir as restantes horas que não dormi durante a noite. Acordo a meio da tarde com a nítida sensação do meu eu desfigurado. Envolto numa noite artificial. Sinto-me longe de tudo e de todos. O meu cérebro mergulhado no fundo do oceano é uma figura que permanece. Recordo-me do conforto e plenitude que é ir a banhos em mares tépidos como o das caraíbas. Próximo da temperatura corporal a submersão só com o nariz de fora. O silêncio frustre e o transporte para o conforto do útero materno é algo de transcendente. Faço a mim mesmo como uma regressão hipnótica. Tendo em conta que a minha habitação materna foi em ambiente de guerra e quando nasci a maternidade estava a ser bombardeada, ou próxima dela, compreendo ainda hoje o facto de tremer quando ouço explosões surdas às escuras. Tenho que voltar a mim, respirar fundo e voltar a uma realidade mais luminosa... Mas é tão difícil por vezes. Nem mesmo percorrendo os sulcos das lágrimas face abaixo consigo-me manter acordado. Há fantasmas que nos perseguem para sempre mesmo antes de nascermos. A luta contra eles é inglória porque residem nas nossas memórias distorcidas de neurónios embasbacados porque não os deixam dormir. Acendo a luz e liberto-me para me iniciar às 17. Encolho o dia para 7 horas. Até que o Sol se põe e o cinzento do meu espírito invade-me novamente.

domingo, 28 de outubro de 2007

Platão, Amor e Paixão



A razão estava do lado dele. Pelo menos no que às coisas do amor dizia respeito. O eterno apaixonado. A forma de amor mais pura e indestrutível pelo seu egoísmo também. O nosso amor quando é só nosso. E não corremos o risco de o perder. Porque também não o revelamos. Na realidade não passa de uma projecção daquilo que desejamos acima de tudo. Um amor perfeito. Utópico e inatingível. Porque não existe. Sem regras, excepto as nossas. Os amores puros não existem. Talvez já terão existido. Como no Senhor dos Anéis. Mas já não. As pessoas amam-se e odeiam-se à velocidade da luz. Unem-se e separam-se como se não existisse amanhã. Tudo desmorona à nossa volta, com uns inocentes que vão ficando pelo meio. Platão, sim tinha razão, vivia os seus amores para dentro. Longe da frustação de se ver negado perante o seu desejo. Sempre alheio ao confronto com a dura realidade, que aquilo que nos desejamos não existe. Às vezes uma coisa que se chama paixão aparece no início e então vemos os outros como queremos ver. Aliás não vemos mais nada. Sentimos um aperto no estômago e outro no peito. Dura poucos dias a paixão. Quando a vista vai ficando mais cristalina e a cegueira cortical se vai atenuando. E então, ou surge o amor, que na realidade não é mais do que uma amizade longa e prolongada salpicada de prazer carnal ou precisamos de nos apaixonar outra vez. Alguns de nós somos viciados em paixão. Os chamados eternos apaixonados ou saltitões. Outro tipo que não consigo compreender é aquele em que se vão mantendo ligações de amizade com relações que já terminaram. Como se as memórias não chegassem. E à medida que as relações vão passando e o caderninho de apontamentos vai aumentando a probabilidade de uma relação futura bem sucedida vai diminuindo. Ninguém está para compartilhar o seu amor, paixão ou o que quer que se queira chamar com cadáveres sentimentais de relações passadas. Mas há pessoas assim. Eu por meu lado, cada vez mais acho que na realidade Platão sim, tinha razão. Mesmo com o fado "do meu amor nem às paredes confesso".

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Hostel2 UUiiiiii que medo.

Quentin Tarantino produziu. E. Roth realizou. Uiiii que medo. Não o vi no cinema. Mas já tenho uma edição em Blu-Ray. Ideal para se ver bem acompanhado. Ás escuras. Com duas ou três velas... numa noite de escuridão. ih ih ih.

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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

NUM QUERO DORMIR। AI O CATANO.



Os mais novos não se lembram. Agora só já têm Patinhos Tecnológicos a cantarem a canção do bandido para os fazerem ir para a cama. No meu tempo (ih ih ih que velhadas) era o João Pestana e o Chico Escuro. Não consegui encontrá-los na NET. Faço uma pesquisa de Chico Escuro e aparece-me o Chico Buarque. Se calhar se procurasse com mais intensidade e inteligência teria encontrado. Mas estou mesmo sem tempo. Assim, ponho aqui a foto do senhor que se seguiu: Vitinho. Essa de fazerem publicidade indirecta ao Miluvit da Milupa também tinha muito que se lhe dissesse. E nós pagávamos a taxa da televisão para essas manobras sujas e dissimuladas. Já decerto não se lembrarão dos anúncios do "Paga a Taxa". Anedóticos não. Pelos menos na altura quem não quisesse pagar essa imposição abstrusa da TV do Estado não pagava (com todos os riscos inerentes - cortarem os dois canais que existiam na altura). Nalgumas zonas do país era so mesmo um. Recordo-me quando a RTP2 chegou a Lagos, depois de inaugurarem com pompa e circunstância o retransmissor da Serra do Espinhaço de Cão, foi uma festa. Só suplantada pela exibição do filme Japonês que metia ovos... Mas enfim, já chega de saudosismo e vou directo para o vale dos lençois. Hasta.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Black Hole


Um buraco negro clássico é um objeto com campo gravitacional tão intenso que a velocidade de escape excede a velocidade da luz. Nem mesmo a luz (aproximadamente 300.000 km/s), pode escapar do seu interior, por isso o termo negro (se não há luz sendo emitida ou refletida o objeto é invisível). O termo buraco não tem o sentido usual mas traduz a propriedade de que os eventos em seu interior não são vistos por observadores externos. Teoricamente pode ter qualquer tamanho, de microscópico a astronômico (alguns com dias-luz de diâmetro, formados por fusões de vários outros), e com apenas três características: massa, momentum angular (spin) e carga elétrica, ou seja, buracos negros com essas três grandezas iguais são indistinguíveis (se diz por isso que "um buraco negro não tem cabelos"). Uma vez que, depois de formado, o seu tamanho tende para zero, isso implica que a "densidade tenda para infinito".
fonte: www.wikipedia.org

Um buraco negro é uma enorme pia cósmica que, contra a vontade própria, suga todos os corpos, energia, luz, etc etc etc para o seu interior lançando-os numa espiral sabe-se lá onde. Ou então, transforma-os na ausência total de matéria - ou seja, anti-matéria. Provavelmente só estou a dizer disparates, mas astrofísica não é propriamente o meu forte, mesmo após as leituras de Carl Sagan e S. Hawking. Seja como fôr... porque raio me lembrei eu de pôr no meu blogue uma foto de um buraco negro, a definição da coisa e a minha leitura pessoal do próprio. Se alguém tiver alguma ideia compartilhe-a. Eu já tenho uma ideia, mas não a conto a ninguém.

domingo, 14 de outubro de 2007

The Pianist



Tinha o "pianista" guardado há já algum tempo. Hoje finalmente ganhei coragem. Três horas de filme. Três horas de sofrimento e intolerância. Três horas de crimes contra a humanidade. E no entanto tudo ocorreu há uns parcos 60 anos. Ingenuamente me questiono como foi possível? E será que ainda é possível? É óbvio que sim. O conflito na ex-Jugoslávia, onde também se cometeram genocídios e limpezas étnicas foi há pouco mais de 15 anos. E no entanto continuamos a viver uma paz artificial e hipócrita. É só uma questão de tempo. O medo invade-me o pensamento. O medo do ser humano desumano.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

o meu barbeiro Fonseca। Nuno Mark। e companhia।


O meu barbeiro da infância chamava-se Fonseca. Isto já nos tempos de Lagos. Em Lisboa ia com o meu pai a uma barbearia para os lados dos Restauradores. Era clássico após o corte de cabelo irmos até à pastelaria Suiça para um lanche hipercalórico. Em Lagos era o Fonseca. Recordo-me da sua silhueta anorética, sorriso simpático no rosto, a pequena bata de barbeiro de cetim amarelo e a ameaça constante de um corte na orelha se não estivesse quieto. Espanto-me como o pobre homem me conseguia cortar o cabelo. O corte: o típico dos barbeiros. Menino, risca ao lado, e curtinho atrás. Posso agradecer ao meu pai esses traumas estéticos da infância. Nunca mais consegui pôr os pés num barbeiro. Ou corto o cabelo em cabeleireiros unisexo, normalmente por senhoras, ou no máximo dos máximos aceito que um qualquer cabeleireiro half-macho cheio de tiques e maneirismos me corte o cabelo. No entanto uma coisa posso estar certa: por muito mau que fosse o corte de cabelo, e as fotografias de criança atestam essa condição, em qualquer circunstância seria sempre melhor que qualquer música do David Fonseca a solo. Confesso que gostava dos Silent Four. Eram diferentes do habitual. Agora a sede de protagonismo do David Fonseca em cantar a solo votou-o para o banal. A expressão máxima é esta nova canção com assobios que já não se aguenta. É tão pouco original. O tipo irrita-me um bocadito, aquela postura de estrela... bahhhh. Mas enfim, deverá haver quem gaste dinheiro naquela junk music comercial. Para terminar: outro tipo que me começa a irritar é o Nuno Markl. Eu até gostava dele, do seu sentido de humor... etc etc etc. Mas cada vez mais o tipo passa vida a vangloriar-se da sua fama recém-adquirida. Já me chateia. É pena que estes tipos em Portugal quando passam do anonimato para as revistazecas se julguem com uma estrela na testa. Ou então se calhar é só inveja minha. :) É pena. Seja como fôr... estou a precisar de um corte de cabelo.

Nota: Continuo a ser fã da Antena 3 e a ouvi-la todos os dias de manhã. Nuno Marco, tenho esperanças que voltes a ter os pés na terra, tinhas muito mais graça... antes de te gabares de todos os bens materiais que conseguiste adquirir...

domingo, 7 de outubro de 2007

marmelos



- Estou cansado de descascar marmelos para fazer marmelada.
- Raios partam tantos marmelos.
- Para fazer marmelada.

Tudo o resto é supérfluo. Todos os sentimentos mais íntimos e puros são diluíveis em calda de marmelo. O doce artificial que nos faz sorrir. Compreendo a dificuldade que se tem em ouvir sentimentos. É transversal a nossa tendência humana para fugir aquilo que por alguma razão nos incomoda. Seja entre relações pais/filhos/irmãos/namorados/amigos, o que quer que seja. Estamos numa sociedade onde tudo se artificializa. Os sentimentos estão à cabeça. Mesmo com muito treino psicanalítico não nos conseguimos entender uns aos outros. E tudo porque cada vez se conversa menos. Envolvemos-nos em doce de marmelo (marmelada) na vã esperança que cristalize e nos afaste, com odor adocicado envolvente, dos sentimentos. Estamos cada vez mais sozinhos no mundo mas doces por fora. Quando na realidade há um turbilhão de coisas que deveriam ser ditas e feitas e nunca chegamos a ter tempo. Tanto por se dizer. Desde sempre. Mas quando se tenta surgem os fait-divers. Os marmelos.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

...continuation II





Mais uma pequena série de fotos das quais gostei imenso. Estes foram tiradas em Luxor, com excepção da primeira que é simplesmente o pôr do sol no Nilo. Neste momento prefiro deixar aqui imagens porque na realidade não me apetece muito escrever. A poluição e a nuvem cinzenta de fumo do Cairo tapou-me um bocadito o Sol que ilumina a minha escrita...

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

...continuation


Abu Simbel. a 40 km da fronteira com o Sudão...


Esfinge no complexo de pirâmides de Giza


Eu de camelo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Faces of Cairo (2007)

































Espero que gostem destes portraits que tive a felicidade de captar com a objectiva da minha Olympus. Todas estas pessoas (e mais) foram de uma genuidade e ternura que me fascinou.

sábado, 22 de setembro de 2007

Baahahahaha...



A cidadania é um conceito interessante. É essencialmente um conceito político, onde cada cidadão pode e deve intervir na geração do poder estatal, directa ou indirectamente. No entanto, frequentemente cidadania assume uma definição mais lata e corresponde ao simples exercício do direito individual enquanto ser humano livre e integrado numa sociedade, ao abrigo das suas regras, nomeadamente questionando as forças geradoras de poder com base num estado dito democrático. Em resumo, significa reclamar perante as autoridades quando estas eventualmente possam adoptar uma atitude prepotente. Significa também reclamar perante o que se pensa estar mal sem o mínimo receio de represálias por parte das mesmas forças. Infelizmente, nos últimos tempos têm-se verificado alguns abusos de poder e asfixia da liberdade de expressão no nosso país. O clima de medo de represálias ocasionalmente parece brotar. Esta introdução somente para exercer o meu direito de cidadania em relação às condutas frequentemente prepotentes das nossas forças de segurança perante os cidadãos. Tal facto ocorre essencialmente por déficit de formação intelectual por parte de muitos agentes, que pura e simplesmente não entendem qual o papel que desempenham na nossa sociedade. Só para contar um pequeno episódio, quando o meu carro foi assaltado em Alfragide num intervalo de 5 minutos, entrei imediatamente em contacto com a PSP da área solicitando auxílio no local. Com um intervalo de tempo tão curto seria possível que numa curta ronda de um carro-patrulha se pudessem identificar os criminosos. Foi-me dito, curto e grosso, nós não vamos aí fazer nada, se o senhor QUISER venha cá à esquadra fazer a participação... Lá fui eu, num carro pejado de vidros até à esquadra da PSP da área onde estive, sem exagero, duas horas para que se escrevessem duas folhas. Questionei o agente acerca de impressões digitais e qual o procedimento... Algo que foi me completamente demovido. Olhe, se o senhor quiser vá à PJ, mas não diga que fomos nós que o mandamos. De qualquer maneira, chega lá e mandam-no embora. Impressões digitais só para crimes de sangue. Foi pena o ladrão não se ter cortado no vidro - pensei. Resta-nos a acomodação perante o sistema que pura e simplesmente não funciona na defesa de pequenos crimes como estes. Bem, na realidade nem em grandes crimes - alguém ainda se recorda do caso "Casa Pia", se houve condenações... ???;
Na realidade entendo os jovens agentes, com o 9º ano de escolaridade, sem equipamento decente, com ordenados miseráveis para o risco que correm... estão-se a borrifar para estas merdices que ocorrem diariamente. Mais uma vez a culpa vem de cima.
O segundo episódio ocorreu hoje. Estava encostado junto à entrada superior do Colombo a falar ao telemóvel, para não violar a lei. Segundo o senhor agente estaria no meio da faixa de rodagem. Abordou-me a viatura e disse-me que eu não poderia estar ali parado. Perguntei-lhe se havia algum sinal de paragem proibida. Respondeu-me que estava no meio da faixa de rodagem. Não admitindo do alto do seu bivaque azul que eu o questionasse imediatamente me pediu os documentos do carro. Deu duas voltas à viatura à procura da mais pequena falha para me autuar. Naturalmente não encontrou, porque na mesma medida em que exerço o meu direito de cidadania também sou apologista dos deveres. Isto tudo só para salientar que estes indivíduos exercem a sua actividade policial de uma forma muitas vezes anéncefala quando aquilo que seria realmente importante fazer não o fazem. Ou pelo menos, não o fazem bem.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Curb your enthusiasm

Esta é sem dúvida uma das melhores comédias de sempre a seguir ao Seinfeld. Aliás, a personagem principal é Larry David playing Larry David, um dos criadores do Seinfeld. Do meu ponto de vista e tendo em conta que tenho um sentido do humor doentio e patológico divirto-me muito mais com as anormalidades que ali se passam. Tenha as duas primeiras séries em DVD´s, aliás, as únicas que sairam em Portugal. Infelizmente as boas séries dão sempre a horas impróprias nesta terra. Descobri por acaso que estavam a passar "a louca vida de Larry", brilhante tradução portuguesa, na RTP2. Seja como fôr, é muito engraçado mesmo. Deixo aqui uma pequena amostra que encontrei no youtube. Curiosamente, vi este sketch hoje à noite, retrata o Larry a tentar comprar ganza para tratar o glaucoma do pai. É brutal.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

War Games on-line





Hoje é dia de telepizza. A quarta-feira dos 50% de desconto. Pizza média "Bacana" por 6 euros. O Kiko e a Mafalda agradecem.

Descobri recentemente o prazer dos jogos de guerra on-line. As minhas pausas de estudo são feitas a dilacerar oponentes por esse mundo fora. Infelizmente, sou mais vezes dilacerado do que dilacero. Por isso não há meio de ser promovido. Continuo um recruta zero. Mas enfim, as estatísticas dos generais mostram horas e horas on-line. Resta saber o que fazem da vida.

No seguimento do assalto ao meu carro resolvi instalar uma central de alarme cá em casa com detectores de movimento, captação de imagem, detectores de arrombamento, de corte de luz, etc etc... e claro, está ligada à securitas e à esquadra da PSP de Alfragide. Casa roubada, trancas à porta. Mas pelo menos assim durmo mais descansado. Isto é, quando não durmo em casa, uac uac uac.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Regresso ao passado.

Este era eu há uns anos atrás. Mas na altura era mais ZX Spectrum 48K.
Enjoy.


http://www.doppelme.com/

sábado, 15 de setembro de 2007

Acessibilidades.



Há situações que julgamos só acontecerem em comédias fáceis. Mas não. No Jumbo das Amoreiras, como em todos os hipermercados, há uma caixa reservada com acesso prioritário a deficientes, acompanhantes de crianças de colo e grávidas. Estava na caixa e uma senhora idosa, combalida, sifótica, apoiada na sua bengala de nogueira apontou para a placa. Naturalmente, deixei a senhora passar cambaleando com a sua marcha apoiada pela bengalita.
Qual não é o meu espanto, quando a vejo passados cinco minutos com bengala debaixo do braço, com uma marcha verdadeiramente cinética para a faixa etária e carregada com 4 ou 5 sacos de plástico transbordando. Foi um momento de humor do mais genuíno.

II Há uns anos atrás uma senhora obesa com ar pré-menopáusico fez questão de passar à frente de toda a fila afirmando estar grávida. O marido, com bigode à taxista e palito hibernando entre os incisivos defendia-a com unhas e dentes. Obviamente ninguém impediu aquele pote de gordura de passar. Portugal no seu melhor.

Maddie



Confesso que toda esta tele-foto-novela acerca do desaparecimento de Maddie me deixa profundamente nauseado. A "menina desaparecida" metamorfoseou-se em pop-star, sendo como tudo indica - a título póstumo - uma forma despojada de ética e humanismo com o nefasto objectivo de vender jornais e manter os níveis de audiência. A nossa sociedade caminha para o caos absoluto e nós continuamos a viver alegremente asfixiados pela artificialidade gélida dos media sem que contudo façamos alguma coisa contra. Acreditei que nunca iria perturbar (ainda mais) a memória, quer esteja viva ou não, da Maddie opinando sobre algo que continua inopinável. Mas hoje mudei de ideias quando o meu filho me perguntou se já tinham encontrado a menina desaparecida. Queira Deus que as evidências judiciais estejam erradas ou será muito difícil explicar a todas as crianças que afinal os homens maus que levaram a Maddie estavam dentro de casa. Eu pelo menos não sei como explicar aos meus filhos que os pais também podem ser monstros. Sinto-me realmente revoltado. Revoltado pelo sistema falhar na protecção de menores, revoltado por se permitir e se alimentarem novelas à custa do sofrimento humano, revoltado pelo facto da "menina desaparecida" passar a ter um papel secundário e sobretudo revoltado por tudo o que isto significa... o caminho para o caos. E continuo nauseado perante as evidências e pelo facto de não conseguir proteger os meus filhos da monstruosidade que aqui se propaga.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Filhos de uma grande...



Estou pior que estragado. Só me apetece encher este blogue de palavrões existentes e inexistentes no grande dicionário da língua portuguesa. Mas seria descer ao nível desse grande (ou grandes) filhos de uma... que me assaltaram o carro hoje em plena Alfragide às 18.30 da tarde junto a um jardim onde as crianças brincam e as pessoas passam para ir para casa. Obviamente os animais também lá andam à procura de um carro alheio para assaltar. Em 5 minutos, que foi o tempo que me demorei a ir buscar os meus filhotes, partiram-me o vidro do condutor, roubaram-me o GPS e os meus óculos escuros "prada". Pérolas para porcos. Duvido sequer que saibam mexer num GPS e certamente não terão estilo necessário para usar uns óculos "prada". Mas a vida é assim, há animais que gostam de parecer pessoas. Enfim, já ganhei o dia à conta da minha negligência e pelo facto de me ter esquecido da merda do gps no vidro. Não se pode facilitar. Enfim, serve isto para descarregar o meu stress e a minha ira perante estes animais que nos invadem o espaço e a privacidade desta maneira cobarde. Assim, se virem algum andrajoso com uns óculos prada espelhados (estilo neve) e um ar aparvalhado a tentar perceber com funciona um gps chamem o polícia mais perto para lhe dar uns piparotes.
nota: Espero que tenha uma diarreia crónica e que se borre todo cada vez que tentar roubar mais algum carro.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Raid Casa e Plantas



Recebi na minha caixa de correio a seguinte proposta, nada mais do que um aquário de plástico cheio de um gel não-tóxico para servir de habitat para formigas. Atenção, que as formigas não estão incluídas, afinal ninguém é de ninguém, nem mesmo as formigas. A coisa até parece interessante, apesar de ser um contrasenso. Passamos a vida a tentar livrarmos-nos de insectos que nos invadem a casa: baratas, formigas, mosquitos, moscas, moscas-varejeiras (urgh), bichos de prata, bichos de traça, pulgas ocasionalmente (poucas vezes felizmente). A fauna indesejável em QUALQUER UMA DAS NOSSAS CASAS - não é preciso viver num barraquita para ter lá esta bicheza - é mais do que muita. Gastamos rios de dinheiro em insecticidas, esses sim tóxicos, repelentes de insectos, eléctricos, químicos, por ultrassons (e funcionam mesmo, têm o efeito 2º de provocar cefaleias) e depois alguém nos propõe termos pobres formigas (não incluídas) dentro de um aquário minúsculo para nos divertirmos a vê-las a escavar galerias, com o fait-diver de nós próprios irmos apanhar formigas ao seu habitat natural... enfim, pode ser interessante quando se tem 6 anos de idade e mais nada no mundo para fazer a não ser torturar insectos (não é que eu alguma vez tenha feito isso... aliás, as crianças nunca são cruéis.)... Mas ok, fica aqui o link. Arriverdechi.
P.S: Agora vou ver o DVD The Ant boy.


www.antworksonline.com