terça-feira, 12 de agosto de 2008

Para que não nos esqueçamos.



"No Comments" para esta foto publicada pela Amnistia Internacional. Só meu questiono perante uma simples coisita: "Porque raio os seres humanos têm a memória tão curta ?". De facto continuamos a apadrinhar países que violam constantemente os direitos humanos e a fingir alegremente como se, só por exemplo, os massacres que têm ocorrido no Tibete não passassem da nossa imaginação... Naturalmente podia dar milhares de exemplos de violações graves dos direitos humanos... começando pelo nosso próprio país e acabando nos EUA. Basta ler o relatório anual da AI para nos apercebermos o quanto selvagens nós somos uns para os outros... simplesmente já descemos das árvores.

sábado, 26 de julho de 2008

Ruptura



Que "dark blogue" este. É um blogue ciclotímico. Umas vezes em cima outras no vão da escada. Verdadeiramente bipolar. Mas é o blogue que se pode arranjar. Aqui pelo menos venho descarregar no balde do lixo certo. Tudo fica mais claro quando se atingem os momentos de ruptura. Umas vezes por nossa opção outras nem por isso. Na minha vida tenho tido algumas rupturas. Talvez pelo facto de ser Touro, como se isso tivesse alguma validade científica, sou teimoso e decidido. Podem ter tudo de mim... excepto quando não podem.
Neste momento atingi mais um momento de ruptura. Já tinham existido algumas ameaças de bomba. Não me calo. Nunca me calarei. Digo o que tenho a dizer sem temer as consequências. Ás vezes esta é uma atitude muito pouco inteligente. Mas nem sempre podemos brindar a inteligência. Não obstante, não fico com espinhas entaladas na garganta, quer tenha ou não razão. Mas a razão depende sempre do lado em que se está. Normalmente as discussões surgem porque ambos achamos que temos razão. Daí a necessidade de existirem juízes, divinos ou não, que do interior das suas túnicas de black velvet dão os veredictos. O meu veredicto foi dado por mim. Estou em fase de ruptura. E cada dia, cada hora, cada milésima de segundo que passa o fosso vai-se afastando. A placa tectónica da nossa relação caminha em sentidos opostos, provocando uns tremores de terra ocasionais. Mas as palavras que se usam deverão por vezes ser bem pensadas... Que não se pense que se pode ouvir, ler e aceitar tudo. Não. A ruptura surgiu e não mais voltará atrás. Dói é certo. Mas fazendo uma retrospectiva, dói menos do que todos os outros momentos em que claramente compreendemos que não se pode confiar em qualquer pessoa. E há pessoas que depois de nos falharem uma vez nunca mais terão hipótese de recuperação.

domingo, 20 de julho de 2008

Black Hole.



"Estes dias cinzentos entorpecem-me a mente. Estes dias cinzentos em que me fazes falta. São cinzentos porque me asfixiam. Penso em deixar de pensar, mas não consigo. Por vezes a pior forma de defesa é aquela que se nos cabe usar. Afastarmos-nos de tudo e de todos. Impedirmos alguém de se aproximar sequer da nossa intimidade. Nada acontece por acaso, nem o inevitável nem o evitável. Todas as vezes que se cede um bocadinho e a intimidade é exposta surgem as desilusões, os fracassos, as mentiras e as omissões. E o pior de todos os males: a vingança. Onde estavas tu quando eu por motivos de força maior não podia estar contigo? Eu sei onde estavas... e nem em pensamento foi ao meu lado. Limitavas-te a comunicar por telefone factos que me atormentavam como se o meu insucesso pudesse ser alma-mater para o teu sadismo."
De repente acordo, visto-me à pressa e vou para a praia. Todos os pensamentos que em espiral rodearam o meu espírito durante a noite se esfumam. Percebo os meus erros e a minha ansiedade em expô-los perante o mundo. Errare humano est. Mas alguns são demasiado recidivantes. Aqueles que se prendem com os sentimentos. A praia, apesar do cinzento do céu que nos brinda hoje, está agradável... A minha cadela Shiva, labrador, dócil e carinhosa, diverte-se a afugentar as gaivotas. Brinco com a minha reflex e saco uns negativos. Sim, porque as máquinas digitais não captam os verdadeiros momentos de luz. Entretanto chegas bamboleante como se nada de errado tivesse ocorrido entre nós... Tens o espírito menos pesado porque me atraiçoaste. O sabor da vigança faz-te sorrir perante mim. No teu íntimo julgas ter a razão do teu lado. Os teus mecanismos auto-desculpatórios sempre me fascinaram. Gostava de ser mais como tu. Mas não consigo. Os nossos diálogos nunca chegam a nenhum lado inteligível. Escrevo na areia o meu nome + o teu (Pedro + Sofia) e envolvo-os com um coração pingando gotas de sangue... Mais cedo ou mais tarde também esse deixará de pulsar. Mas essa é a história da nossa vida não é?

quinta-feira, 17 de julho de 2008

As palavras que nunca te direi.


Não percebeste nada. As palavras que nunca te direi. Adoro este título. Tem tudo a ver comigo. Há palavras que nunca te direi, porque sei que não as irás compreender... Não porque não consigas, mas simplesmente porque não queres. Ao contrário de ti o meu passado reside nas minhas memórias... Naquilo em que eu fui e no que me transformei. Faz parte de mim, das minhas reflexões, das minhas vivências... É o passado que condiciona tudo aquilo que eu sou no presente. Mas foi ultraPASSADO. Apesar de me manter conectado por algumas teias que me irão acompanhar até ao final dos meus dias. Os textos não se podem ler à letra, correndo o risco de os ridicularizar e de nos ridicularizarmos-nos a nós próprios. O interessante de algumas escritas é revelarem aquilo que de mais obscuro existe na nossa mente... e aí cada interpretação individual poderá ser feita. Ainda que não corresponda à realidade. Essa mesmo que teimas em não querer ver. É a tua opção e contra isso não há nada a fazer. Não obstante, tudo deve ser interpretado com uma mente aberta e sem preconceitos néscios à partida.

domingo, 6 de julho de 2008

Saudades de mim.


Já não escrevia há imenso tempo neste blogue. Não tenho tido vontade. Cedi à rotina mundana do circuito casa/trabalho. Tenho saudades de mim noutros tempos. Faz-me falta voltar atrás no tempo e resolver pequenas coisinhas que nunca ficaram resolvidas. Imensas coisas mudaria nas minhas opções. Outras nem por isso. Confesso que nem sei muito bem porque estou a escrever, ou mesmo o que escrever. Há momentos na minha existência em que a reflexão e o saudosismo de mim mesmo, de outras épocas, de outras vivências, de outros cheiros, de outras pessoas, de outros caminhos, de outras músicas, de outros livros, de outra pessoa que não eu vestido com esta pele, me trazem à memória as diferentes fases em que passamos como se de embriões se tratasse. Fora do ambiente uterino, para onde eu queria regressar. Deixem-me voltar ao útero. Fartei-me desta vida mesquinha e pequenina onde se dão importância a coisinhas que na realidade não têm importância nenhuma.
Quero renascer sem guerra à minha volta. Quero renascer numa noite diferente daquela em que bombardeavam a maternidade onde nasci. Quero viver a minha infância sem as inseguranças que julguei nunca sentir. Quero passar a minha adolescência sem o estigma do melhor aluno da turma. Quero optar por tudo aquilo que não optei. Gostava de ser fotógrafo. Virar costas às elevadas responsabilidades e limitar-me a fotografar as vivências dos outros. Quero reencarnar o meu avo Rui e morrer aos 42 anos com cancro de lábio. Quero sentir que sou um pai sem cometer os erros de outros pais. Quero me apaixonar loucamente como no dia em que te conheci à porta do cinema. Quero partir sem destino por essa Espanha que sempre amámos. Quero apaixonar-me por aquela minha projecção idealizada, que na realidade não eras tu. Quero poder viver sem dinheiro. Quero me despojar de todos os bens materiais e falsas necessidades que artificialmente nos tentam impingir. Gostava de ser artista no verdadeiro sentido da palavra. Gostava de morrer subitamente, não sem antes deixar um legado qualquer. Tenho saudades de mim noutros tempos. Das longas conversas no jardim em frente à minha casa naquelas noites quentes de Verão que parecem ter morrido. Gostava de andar novamente com os joelhos esfolados das vezes em que caia de bicicleta. Gostava de puder dizer não a todas as opções que fizeram por mim. Tenho saudades de tudo aquilo que não fui.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Desistências III



Há pessoas que entram na nossa vida da mesma maneira que saiem - num ápice - mesmo que os sentimentos sejam uma imensidão. Quando menos se espera, todo um passado recente se esfuma num nada... duas ou três nuvens cizentas que pairam uns momentos sobre nós até que desaparecerem completamente. Ficam as memórias, boas ou más. Tudo o que resta. Temos dificuldade em identificar o princípio do fim. Recordam-se umas palavras mais ásperas, uns tons de voz mais agressivos, uns olhares mais cáusticos e a percepção da desistência. Aos poucos vai-se esquecendo... os sentimentos vão arrefecendo, o amor feito hábito vai morrendo e a percepção da desistência torna-se mais clara. A imaginação cede perante a realidade... Os pequenos ciúmes característicos do amor possessivo deixam de fazer sentido. No início as lágrimas escorrem, o peito está apertado, o sentimento de perda aguçado, a infelicidade ácida deixa-nos a voz rouca...
É triste perder alguém. Mas a vida é feita de pequenas batalhas, pequenas desistências, muitas perdas... No entanto, a tristeza máxima é a percepção de se perder alguém que nunca se teve na realidade.

Desistências II

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

after all the wall


after all the wall. i will no longer fell knifes into my sool. i jump from the rail road and walk into the desert. i sleep naked on the bottom of deep dunes. my only companion the black desert spider that bites me again and again for sadistic sick pleasure. after all the wall... the wall that i built with the bricks that you gave me. after all the waisting time... i will no longer shower myself with bloody tears. i feel like the eraserhead. and i wake up into a another grey wall. after all... i want to the destroy the fuckin´wall.

Circo



Odeio circo. Sempre odiei. Bem, nem sempre, talvez nos primórdios longínquos da minha infância gostasse do circo. Porém não me recordo. As únicas lembranças que tenho do circo são um misto de repulsa, melancolia e pena. Por isso odeio-o. Não suporto ter pena do que quer que seja. É talvez a forma mais hipócrita e desumana de sentimento: a pena. Ter pena é considerar o outro um coitadinho. E isso, para mim é insuportável, não gosto de ver e considerar as pessoas como coitadinhas. Quando isso se sucede é porque realmente a desgraça pairou por cima de alguém.
Todo os pseudo-espectáculos do circo são para mim degradantes. Os palhaços sem graça nenhuma, os equilibristas alcoolizados, os leões anoréticos, as lantejoulas baças, o cheiro, os bancos de madeira... tudo... o próprio conceito em si. Nem mesmo os circos de grande qualidade, daqueles que passam na televisão, me conseguem cativar. Lamento se isto possa ser arrogante, mas está de tal forma enraizado em mim que alguma explicação psicanalítica deve ter.
Assim, fico nauseado com a possibilidade de ir ao circo. Felizmente as minhas crias têm mais companhias para os levar...
O único circo que seria capaz de me interessar seria o do Papalazarous.
Tento perceber o porquê deste sentimento tão hostil em relação ao circo. Na realidade tudo se resume ao papel de palhaço que assumo perante a trapezista. Com tantos saltos e ameaças de queda inconcretizáveis o papel de palhaço triste assenta-me como uma luva. Prostado perante as evidências de saltos de trapézio em trapézio abandono o meu papel, arremesso o nariz vermelho, lavo a cara da tinta branca, escondo a peruca na gaveta da rollote, arranco as lantejoulas do palhaço rico e parto para outro circo. Noutro papel, noutro tempo... Quem sabe de domador de leões.

sábado, 24 de novembro de 2007

La revancha del tango - Gotam Project


Aconselho vivamente. Um dos melhores discos de sempre. Gotan Project. Os restantes não tão interessantes mas também bons. Agora La revancha del tango é brutal. Saiu quando cumpria as minhas obrigações militares como tenente-médico na Armada. Recordo o ambiente novo e inspirador da altura. Tinha acabado o internato geral. Estava a uns escassos meses de me iniciar na especialidade desejada desde os tempos da Faculdade. Posso-me considerar um previlegiado. Tenho tido a felicidade de percorrer os caminhos dos meus desejos. Bem, nem todos... Mas vou tentando. Infelizmente, como em tudo na vida nem sempre nos deparamos com as pessoas certas... Acho mesmo que essa realidade é cada vez mais escassa... Encontrar alguém que nos complete, que nos apoie, que nos preencha, que não nos provoque, que nos dê felicidade, que nos dê prazer em conversar e em ouvir... e isso tudo reciprocamente, é como encontrar uma agulha no palheiro. Quando achamos que encontramos a pessoa certa... há sempre um "piquinho a azedo" que paulatinamente acaba por consumir a projecção idealizada do nosso desejo. Encontrei poucas pessoas na minha vida que puderiam ser assim... Ou tinham o coração ocupado ou só nutria por elas um imenso sentimento de amizade. Life is unfare. Mas o que me custa mesmo é a desilusão de quando pensamos que encontrámos alguém... essa pessoa se vai revelando e o negativo começa a mostrar os erros de exposição à luz, a desfocagem, o mau enquadramento e claro está uma péssima fotografia. E isso dói verdadeiramente. Com o tempo começa a doer menos... O sistema imunitário vai-se habituando e então surgem as defesas que nos diminuem cada vez mais as possibilidades de aproximação real. Um cretino e traidor ciclo vicioso. Tudo isto me recorda que a nossa vida não é mais do que um tango carregado de dramatismo e sensualidade... Mas que não passa disso, de uma enorme encenação teatralizada até ao próximo dilúvio.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Fantasmas


Toda a nossa realidade é sempre tão relativa. Tudo o que guardamos nas nossas memórias pode ser deformado, manipulado, parcialmente apagado, obscurecido, rasurado, pintado, esculpido... De tal forma que uma realidade se transforma noutra. Vivemos das memórias sem que elas vivam de nós. O meu limite é o cansaço físico e intelectual. A abstinência de horas de sono talvez seja a forma mais fácil de abrir as portas a outras realidades. As inversões súbitas de horários a que sou obrigado deixam-me por vezes a flutuar numa realidade que sinto não ser a minha. Vim para casa dormir as restantes horas que não dormi durante a noite. Acordo a meio da tarde com a nítida sensação do meu eu desfigurado. Envolto numa noite artificial. Sinto-me longe de tudo e de todos. O meu cérebro mergulhado no fundo do oceano é uma figura que permanece. Recordo-me do conforto e plenitude que é ir a banhos em mares tépidos como o das caraíbas. Próximo da temperatura corporal a submersão só com o nariz de fora. O silêncio frustre e o transporte para o conforto do útero materno é algo de transcendente. Faço a mim mesmo como uma regressão hipnótica. Tendo em conta que a minha habitação materna foi em ambiente de guerra e quando nasci a maternidade estava a ser bombardeada, ou próxima dela, compreendo ainda hoje o facto de tremer quando ouço explosões surdas às escuras. Tenho que voltar a mim, respirar fundo e voltar a uma realidade mais luminosa... Mas é tão difícil por vezes. Nem mesmo percorrendo os sulcos das lágrimas face abaixo consigo-me manter acordado. Há fantasmas que nos perseguem para sempre mesmo antes de nascermos. A luta contra eles é inglória porque residem nas nossas memórias distorcidas de neurónios embasbacados porque não os deixam dormir. Acendo a luz e liberto-me para me iniciar às 17. Encolho o dia para 7 horas. Até que o Sol se põe e o cinzento do meu espírito invade-me novamente.

domingo, 28 de outubro de 2007

Platão, Amor e Paixão



A razão estava do lado dele. Pelo menos no que às coisas do amor dizia respeito. O eterno apaixonado. A forma de amor mais pura e indestrutível pelo seu egoísmo também. O nosso amor quando é só nosso. E não corremos o risco de o perder. Porque também não o revelamos. Na realidade não passa de uma projecção daquilo que desejamos acima de tudo. Um amor perfeito. Utópico e inatingível. Porque não existe. Sem regras, excepto as nossas. Os amores puros não existem. Talvez já terão existido. Como no Senhor dos Anéis. Mas já não. As pessoas amam-se e odeiam-se à velocidade da luz. Unem-se e separam-se como se não existisse amanhã. Tudo desmorona à nossa volta, com uns inocentes que vão ficando pelo meio. Platão, sim tinha razão, vivia os seus amores para dentro. Longe da frustação de se ver negado perante o seu desejo. Sempre alheio ao confronto com a dura realidade, que aquilo que nos desejamos não existe. Às vezes uma coisa que se chama paixão aparece no início e então vemos os outros como queremos ver. Aliás não vemos mais nada. Sentimos um aperto no estômago e outro no peito. Dura poucos dias a paixão. Quando a vista vai ficando mais cristalina e a cegueira cortical se vai atenuando. E então, ou surge o amor, que na realidade não é mais do que uma amizade longa e prolongada salpicada de prazer carnal ou precisamos de nos apaixonar outra vez. Alguns de nós somos viciados em paixão. Os chamados eternos apaixonados ou saltitões. Outro tipo que não consigo compreender é aquele em que se vão mantendo ligações de amizade com relações que já terminaram. Como se as memórias não chegassem. E à medida que as relações vão passando e o caderninho de apontamentos vai aumentando a probabilidade de uma relação futura bem sucedida vai diminuindo. Ninguém está para compartilhar o seu amor, paixão ou o que quer que se queira chamar com cadáveres sentimentais de relações passadas. Mas há pessoas assim. Eu por meu lado, cada vez mais acho que na realidade Platão sim, tinha razão. Mesmo com o fado "do meu amor nem às paredes confesso".

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Hostel2 UUiiiiii que medo.

Quentin Tarantino produziu. E. Roth realizou. Uiiii que medo. Não o vi no cinema. Mas já tenho uma edição em Blu-Ray. Ideal para se ver bem acompanhado. Ás escuras. Com duas ou três velas... numa noite de escuridão. ih ih ih.

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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

NUM QUERO DORMIR। AI O CATANO.



Os mais novos não se lembram. Agora só já têm Patinhos Tecnológicos a cantarem a canção do bandido para os fazerem ir para a cama. No meu tempo (ih ih ih que velhadas) era o João Pestana e o Chico Escuro. Não consegui encontrá-los na NET. Faço uma pesquisa de Chico Escuro e aparece-me o Chico Buarque. Se calhar se procurasse com mais intensidade e inteligência teria encontrado. Mas estou mesmo sem tempo. Assim, ponho aqui a foto do senhor que se seguiu: Vitinho. Essa de fazerem publicidade indirecta ao Miluvit da Milupa também tinha muito que se lhe dissesse. E nós pagávamos a taxa da televisão para essas manobras sujas e dissimuladas. Já decerto não se lembrarão dos anúncios do "Paga a Taxa". Anedóticos não. Pelos menos na altura quem não quisesse pagar essa imposição abstrusa da TV do Estado não pagava (com todos os riscos inerentes - cortarem os dois canais que existiam na altura). Nalgumas zonas do país era so mesmo um. Recordo-me quando a RTP2 chegou a Lagos, depois de inaugurarem com pompa e circunstância o retransmissor da Serra do Espinhaço de Cão, foi uma festa. Só suplantada pela exibição do filme Japonês que metia ovos... Mas enfim, já chega de saudosismo e vou directo para o vale dos lençois. Hasta.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Black Hole


Um buraco negro clássico é um objeto com campo gravitacional tão intenso que a velocidade de escape excede a velocidade da luz. Nem mesmo a luz (aproximadamente 300.000 km/s), pode escapar do seu interior, por isso o termo negro (se não há luz sendo emitida ou refletida o objeto é invisível). O termo buraco não tem o sentido usual mas traduz a propriedade de que os eventos em seu interior não são vistos por observadores externos. Teoricamente pode ter qualquer tamanho, de microscópico a astronômico (alguns com dias-luz de diâmetro, formados por fusões de vários outros), e com apenas três características: massa, momentum angular (spin) e carga elétrica, ou seja, buracos negros com essas três grandezas iguais são indistinguíveis (se diz por isso que "um buraco negro não tem cabelos"). Uma vez que, depois de formado, o seu tamanho tende para zero, isso implica que a "densidade tenda para infinito".
fonte: www.wikipedia.org

Um buraco negro é uma enorme pia cósmica que, contra a vontade própria, suga todos os corpos, energia, luz, etc etc etc para o seu interior lançando-os numa espiral sabe-se lá onde. Ou então, transforma-os na ausência total de matéria - ou seja, anti-matéria. Provavelmente só estou a dizer disparates, mas astrofísica não é propriamente o meu forte, mesmo após as leituras de Carl Sagan e S. Hawking. Seja como fôr... porque raio me lembrei eu de pôr no meu blogue uma foto de um buraco negro, a definição da coisa e a minha leitura pessoal do próprio. Se alguém tiver alguma ideia compartilhe-a. Eu já tenho uma ideia, mas não a conto a ninguém.

domingo, 14 de outubro de 2007

The Pianist



Tinha o "pianista" guardado há já algum tempo. Hoje finalmente ganhei coragem. Três horas de filme. Três horas de sofrimento e intolerância. Três horas de crimes contra a humanidade. E no entanto tudo ocorreu há uns parcos 60 anos. Ingenuamente me questiono como foi possível? E será que ainda é possível? É óbvio que sim. O conflito na ex-Jugoslávia, onde também se cometeram genocídios e limpezas étnicas foi há pouco mais de 15 anos. E no entanto continuamos a viver uma paz artificial e hipócrita. É só uma questão de tempo. O medo invade-me o pensamento. O medo do ser humano desumano.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

o meu barbeiro Fonseca। Nuno Mark। e companhia।


O meu barbeiro da infância chamava-se Fonseca. Isto já nos tempos de Lagos. Em Lisboa ia com o meu pai a uma barbearia para os lados dos Restauradores. Era clássico após o corte de cabelo irmos até à pastelaria Suiça para um lanche hipercalórico. Em Lagos era o Fonseca. Recordo-me da sua silhueta anorética, sorriso simpático no rosto, a pequena bata de barbeiro de cetim amarelo e a ameaça constante de um corte na orelha se não estivesse quieto. Espanto-me como o pobre homem me conseguia cortar o cabelo. O corte: o típico dos barbeiros. Menino, risca ao lado, e curtinho atrás. Posso agradecer ao meu pai esses traumas estéticos da infância. Nunca mais consegui pôr os pés num barbeiro. Ou corto o cabelo em cabeleireiros unisexo, normalmente por senhoras, ou no máximo dos máximos aceito que um qualquer cabeleireiro half-macho cheio de tiques e maneirismos me corte o cabelo. No entanto uma coisa posso estar certa: por muito mau que fosse o corte de cabelo, e as fotografias de criança atestam essa condição, em qualquer circunstância seria sempre melhor que qualquer música do David Fonseca a solo. Confesso que gostava dos Silent Four. Eram diferentes do habitual. Agora a sede de protagonismo do David Fonseca em cantar a solo votou-o para o banal. A expressão máxima é esta nova canção com assobios que já não se aguenta. É tão pouco original. O tipo irrita-me um bocadito, aquela postura de estrela... bahhhh. Mas enfim, deverá haver quem gaste dinheiro naquela junk music comercial. Para terminar: outro tipo que me começa a irritar é o Nuno Markl. Eu até gostava dele, do seu sentido de humor... etc etc etc. Mas cada vez mais o tipo passa vida a vangloriar-se da sua fama recém-adquirida. Já me chateia. É pena que estes tipos em Portugal quando passam do anonimato para as revistazecas se julguem com uma estrela na testa. Ou então se calhar é só inveja minha. :) É pena. Seja como fôr... estou a precisar de um corte de cabelo.

Nota: Continuo a ser fã da Antena 3 e a ouvi-la todos os dias de manhã. Nuno Marco, tenho esperanças que voltes a ter os pés na terra, tinhas muito mais graça... antes de te gabares de todos os bens materiais que conseguiste adquirir...

domingo, 7 de outubro de 2007

marmelos



- Estou cansado de descascar marmelos para fazer marmelada.
- Raios partam tantos marmelos.
- Para fazer marmelada.

Tudo o resto é supérfluo. Todos os sentimentos mais íntimos e puros são diluíveis em calda de marmelo. O doce artificial que nos faz sorrir. Compreendo a dificuldade que se tem em ouvir sentimentos. É transversal a nossa tendência humana para fugir aquilo que por alguma razão nos incomoda. Seja entre relações pais/filhos/irmãos/namorados/amigos, o que quer que seja. Estamos numa sociedade onde tudo se artificializa. Os sentimentos estão à cabeça. Mesmo com muito treino psicanalítico não nos conseguimos entender uns aos outros. E tudo porque cada vez se conversa menos. Envolvemos-nos em doce de marmelo (marmelada) na vã esperança que cristalize e nos afaste, com odor adocicado envolvente, dos sentimentos. Estamos cada vez mais sozinhos no mundo mas doces por fora. Quando na realidade há um turbilhão de coisas que deveriam ser ditas e feitas e nunca chegamos a ter tempo. Tanto por se dizer. Desde sempre. Mas quando se tenta surgem os fait-divers. Os marmelos.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

...continuation II





Mais uma pequena série de fotos das quais gostei imenso. Estes foram tiradas em Luxor, com excepção da primeira que é simplesmente o pôr do sol no Nilo. Neste momento prefiro deixar aqui imagens porque na realidade não me apetece muito escrever. A poluição e a nuvem cinzenta de fumo do Cairo tapou-me um bocadito o Sol que ilumina a minha escrita...

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

...continuation


Abu Simbel. a 40 km da fronteira com o Sudão...


Esfinge no complexo de pirâmides de Giza


Eu de camelo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Faces of Cairo (2007)

































Espero que gostem destes portraits que tive a felicidade de captar com a objectiva da minha Olympus. Todas estas pessoas (e mais) foram de uma genuidade e ternura que me fascinou.